“Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde”
— Cazuza - Blues da Piedade (via alfenim)
“Não dá pra brincar de gato e rato com o amor. Só é teu o que cabe em teu peito. Se transborda o teu corpo, pertence ao mundo. Amor foi feito para completar. Somar. Sorrir. Para caminhar ao lado e dar a mão para o tropeço. Não dá para correr atrás do amor. Amor não é corrida, nem muito menos prova de resistência. Amor é um passeio com vista do mar e o sol se pondo no Arpoador. Quando machuca, dói, enlouquece, não é amor; é doença. O amor é sadio. É bicho irradio que quer ser domesticado. É cura. É um gole da loucura de ser louco em apenas não sentir o chão.”
“Meu coração dói, não vou me enganar. Vou sofrer, vou sentir falta, vou chorar. Mas nenhuma palavra vai sair da minha boca. Nenhuma lágrima será vista, nenhuma lamentação será ouvida. Entendo os riscos, conheço bem os efeitos da distância. A dor já me foi próxima e real. Mas pela primeira vez em minha vida, serei forte. Serei forte o suficiente para sofrer quieta e não machucar ninguém com minha dor.”
— Leticia Lays. (via umultimoadeus)
“Eu disse: a lua está tão bonita que dói por dentro. Ele não entendeu. É tudo tão bonito que me dói e me pesa. Fico pensando que nunca mais vai se repetir, é só uma vez, a única, e vai me magoar sempre. Não sei, não quero pensar. Neste espaço branco de madrugada e lua cheia, preciso falar, e mais do que falar, preciso dizer. Mas as palavras não dizem tudo, não dizem nada. O momento me esmaga por dentro. O espanto esbarra em paredes pedindo exteriorização.”
Caio Fernando Abreu.  (via rockandsoda)
“Esquecer-me de você? Nunca irei. Seria uma tola se tentasse. Eu me recordarei sempre de ti, a princípio como aquele alguém de bons e maus momentos, de alegrias, e mais tristezas. Passarei mais alguns anos de minha vida te insultando quando lembrar que me fez sofrer algum dia. É que doeu, sabe? Eu só te queria bem. Mas depois eu irei rir. De você. De mim. Da vida. Irei rir quando me vier à memória todas as vezes que eu te chamei de filho-da-puta. Ficarei velha e mais louca, e irei gargalhar quando lembrar que costumava cuspir o teu nome repetidas vezes no ápice da minha raiva. Porque comigo não passam de palavras ásperas e ameaças vazias quando estou com raiva. Nunca cumpro minhas ameaças. Só as digo em alto e bom som e espero até elas me fazerem relaxar. Que infantil de minha parte. Mas que bom pra você que eu não as cumpro. Rá, rá.”
— Sem esquecer, só irei rir., Judy Lemos.
“Vazios preenchidos no bar.
Amor vivido no motel.
Maconha vira consolo.
A prostituta se apaixona.
O Rapper é preso.
Cartas viram bobagem.
Poesia é idiotice.
Corrupção é moda.
E o amor vira brincadeira.”
Orquestrando - (via orquestrando)
“Engraçado é você me procurar depois de todo esse tempo, quando eu estou finalmente virando a página. A tua página. O que te deu agora? Você me vê aqui tentando levar adiante, quase me sentindo leve após tudo – após você –, e me vem com tuas artimanhas, teus gestos doces, simples, e o teu cheiro que me deixa embriagada, submetida a você. Você não tem esse direito, entende? Não tem, não tem, não tem. Que mais tenho eu que fazer para me ver livre disso?, desse sentimento, desse peso. Que mais? Diga, porque estou disposta a implorar. Não volta agora e me estraga outra vez. Já consigo até ver, eu me conheço – e você também, não é? Eu cairia na tua armadilha como se fosse a primeira vez. Eu me entregaria, eu sei, todos sabem. Não faz isso, então. Só por uma vez, essa vez, importe-se comigo, com o que é melhor para mim. E você sabe que seria melhor assim, se dissolvêssemos esse sentimento. Se nos dispersássemos, nos espalhássemos, cada um pro seu lado, antes que meu coração se destroce. E menciono apenas o meu coração, não me leve a mal, pois eu seria a única a sofrer. Foi assim na primeira, na segunda e será assim todas às vezes. Não me leve a mal também quando digo – e estou certa disso – que não quero que volte. Não só agora, mas nunca. Nunca volte para mim. Só conviva um pouco com você mesmo, e tente se entender. Depois? Vá ser feliz. Um tanto longe de mim. Sei que consegue, sempre foi capaz. Um dia, eu serei também.”
— Não me leve a mal, Judy lemos. (Via Livres Pensamentos)
“Do mal que me fizeram e do que fiz a mim mesmo, parte emparedou-se nos vértices de meus olhares quando cabisbaixos. Não que tenha sido um consenso de escolhas; se pudesse, optaria por carregá-la na palma da mão e despejaria por aí longe dos meus passos.”
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“Era tudo pra te agradar.
Nunca fui seguro de mim, mas precisava fazer com que você se sentisse segura comigo. Não gostava de violão mas você amava, lembra? Aprendi a tocar, aprendi a gostar de uma música mais calminha e dizer que era nossa música, logo eu que amava rock pesado. Eu tinha preguiça de responder sms, detestava escrever uma mas troquei muitas contigo até 4 da manhã. Sou tímido e fingia de descontraído misturado com engraçado… Deixei de fumar, de beber, você odiava não é mesmo? Esse não sou eu, é a minha versão pra te agradar e sinceramente, eu continuo com ela pra sempre se você prometer ficar.”
— Verdadesdegaroto  (via verdadesdegaroto)
“Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia.”
— (via ditadomeu)
“Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa.”
Chico Buarque (via pequenasfelicidades)